SEQUESTRO RELÂMPAGO NA UFABC

sequestro-relampago-ufabcSegue abaixo o depoimento de um aluno da UFABC, que nos pediu para não ser identificado:

“Pessoal, apenas para constar e entrar para as estatísticas: hoje a tarde cheguei na UFABC por volta das 14h45 para apresentar meu TGIII (olha justo em que dia…), estacionei meu carro na Rua Abolição, aparentemente era a única vaga nessa rua, quando fui abordado por um homem armado que pediu para eu permanecer no carro, no banco do passageiro. Próximo a Rua Oratório ele parou o carro, fez uma ligação, e surgiu um outro indivíduo também armado. Fiquei rodando com o carro desde este horário até aproximadamente as 16h30, fui obrigado a passar as senhas dos cartões, eles fizeram dois saques. Também nesse período todo eles insistiram para eu passar a senha do meu cartão de crédito, mas meu cartão realmente não tem senha e eles estavam custando a acreditar nisso. Em momento algum eles permitiram que eu saisse do carro, fiquei por alguns minutos dentro do estacionado de um Santander no centro de Santo Andre enquanto a outra pessoa fazia os saques. No final eles me deixaram em uma sua paralela a Rua Oratório, pegaram a moto deles e foram embora. Tive R$ 3.000 sacadas das minhas contas, notebook roubado, celular (deixaram o chip), mochila e pendrive. Fora a agressão física. Além do mais deixei a minha banca do tcc me esperando, sem dar satisfação. Enfim, pelo que eu percebi o esquema funciona da seguinte maneira: dois homem chegam nos arredores na UFABC de moto, eles se separam em busca de uma vítima, e quando um dos dois encontram o outro vem até o local para fazer o sequestro relâmpago, sendo que a moto fica o tempo todo estaciona no local.
Voltei não faz muito tempo da delegacia, fiquei lá por 2h30 e não consegui fazer o BO, porque o escrivão foi embora e um outro não havia chegado. Daqui a pouco estarei indo novamente na delegacia tentar fazer o boletim e exame de corpo de delito.
Tenho acompanhado pelo facebook que muitas pessoas da UFABC tem sofrido com furtos de carros e assaltos nos arredores, mas não lembro de ter visto algum caso de sequestro relâmpago.”