Justiça obriga UFABC a assinar contrato de estágio de aluno com notas baixas

EstágioA Justiça obrigou a UFABC (Universidade Federal do ABc) a assinar o contrato de estágio de um aluno que não possuía boas notas. A decisão foi divulgada na tarde desta terça-feira (13).

O estudante, autor da ação, alegou que a universidade teria se recusado a assinar o termo de estágio não obrigatório com a empresa Mercedes-Benz já que seu coeficiente acadêmico não ser maior ou igual a dois. A média é uma exigência da Resolução nº 112 da UFABC.

O juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, substituto da 1ª Vara Federal em Santo André, no ABC Paulista, definiu que a universidade não pode e estabelecer as “regras do bem entender em desrespeito às normas e, em especial, aos princípios relativos ao estádio e à educação”.

Azevedo questionou ainda se não seriam os alunos com notas mais baixas os que mais precisam de estágio, na comparação com alunos mais bem qualificados. Para ele, impedir o aluno de fazer estágio é “um ato anti-educativo”.

O juiz citou a lei sobre estágios e concluiu que a modalidade não obrigatória de estágio é uma opção do aluno e não da universidade e que, assim, ela não pode interferir na escolha do estudante a partir de uma suposta deficiência acadêmica.

Para Azevedo, a resolução nº 112 viola o princípio constitucional da legalidade, porque “ninguém pode ser obrigado a fazer ou a deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

Em nota, a UFABC informou que ainda não foi notificada sobre a decisão da Justiça, mas ressalta que as diretrizes da instituição, que estabelecem as condições para que os estudantes possam fazer estágio, têm como objetivo garantir bom rendimento e aproveitamento acadêmico.

“A universidade se preocupa com o corpo discente e deverá manter orientações no sentido de evitar que atividades externas não obrigatórias, como os estágios, afetem e prejudiquem o desempenho acadêmico dos alunos”, conclui o documento.

Já pensou se a moda pega… A UFABC vai ter mais processos do que a telefônica.

SEQUESTRO RELÂMPAGO NA UFABC

sequestro-relampago-ufabcSegue abaixo o depoimento de um aluno da UFABC, que nos pediu para não ser identificado:

“Pessoal, apenas para constar e entrar para as estatísticas: hoje a tarde cheguei na UFABC por volta das 14h45 para apresentar meu TGIII (olha justo em que dia…), estacionei meu carro na Rua Abolição, aparentemente era a única vaga nessa rua, quando fui abordado por um homem armado que pediu para eu permanecer no carro, no banco do passageiro. Próximo a Rua Oratório ele parou o carro, fez uma ligação, e surgiu um outro indivíduo também armado. Fiquei rodando com o carro desde este horário até aproximadamente as 16h30, fui obrigado a passar as senhas dos cartões, eles fizeram dois saques. Também nesse período todo eles insistiram para eu passar a senha do meu cartão de crédito, mas meu cartão realmente não tem senha e eles estavam custando a acreditar nisso. Em momento algum eles permitiram que eu saisse do carro, fiquei por alguns minutos dentro do estacionado de um Santander no centro de Santo Andre enquanto a outra pessoa fazia os saques. No final eles me deixaram em uma sua paralela a Rua Oratório, pegaram a moto deles e foram embora. Tive R$ 3.000 sacadas das minhas contas, notebook roubado, celular (deixaram o chip), mochila e pendrive. Fora a agressão física. Além do mais deixei a minha banca do tcc me esperando, sem dar satisfação. Enfim, pelo que eu percebi o esquema funciona da seguinte maneira: dois homem chegam nos arredores na UFABC de moto, eles se separam em busca de uma vítima, e quando um dos dois encontram o outro vem até o local para fazer o sequestro relâmpago, sendo que a moto fica o tempo todo estaciona no local.
Voltei não faz muito tempo da delegacia, fiquei lá por 2h30 e não consegui fazer o BO, porque o escrivão foi embora e um outro não havia chegado. Daqui a pouco estarei indo novamente na delegacia tentar fazer o boletim e exame de corpo de delito.
Tenho acompanhado pelo facebook que muitas pessoas da UFABC tem sofrido com furtos de carros e assaltos nos arredores, mas não lembro de ter visto algum caso de sequestro relâmpago.”

Ônibus da UFABC X Ônibus da EMTU. Qual demora mais?

freddy_vs_jasonA alguns dias atrás, publicamos que a ponte Antônio Cardoso foi interditada após o asfalto ceder. O ônibus da UFABC passava justamente por essa ponte no trajeto da Rua Abolição/Terminal Leste e Rua Abolição/Catequese.
Por esse motivo os motoristas tem que fazer um percurso bem maior, se desviando até a estação Prefeito Saladino para fazer o retorno.
Até ai, tudo bem, afinal ninguém tem culpa pela ponte ter caido… Na verdade tem sim seus culpados, mas ninguém dentro do nosso contexto.
O problema é que a Prefeitura Universitária, não alterou os horários dos ônibus.

Os motoristas saem a hora que querem, não seguindo a grade de horários presente no site institucional da universidade. E quando questionados, dizem que não estão seguindo mais a grade do site, por causa da ponte que caiu. Apesar de isso soar mais como uma desculpa… Imagina-se que a Prefeitura Universitária já deveria ter apresentado um novo horário. E se apresentou, porque não está sendo aplicado?

Os alunos chegam a ficar horas esperando os ônibus sairem.
Quem ultiliza os ônibus da EMTU no Terminal, sabe que eles são muuuuito demorados, mas ontem e hoje o ônibus da UFABC conseguiu superar a demora do ônibus da EMTU.
Parabéns UFABC, cada dia mais provando que não existem barreiras que não possam ser quebradas.
E nesse “duelo de titãs”, o único beneficiado é o tio do hot dog.

Essas prefeituras…

Ponte da Avenida do Estados, na altura da UFABC, é bloqueada após o asfalto ceder

A ponte Antônio Cardoso, localizada na avenida dos Estados e que passa sobre o rio Tamanduateí, em Santo André, foi interditada nesta quinta-feira (14), após o asfalto ceder.

ponte-asfalto-cedeu-santo-andre-avenida-do-estadoA estrutura que dá acesso aos viadutos Adib Chammas e Pedro Dell’antonia, funciona como passagem de linhas de trólebus que ligam os terminais São Mateus e Sonia Maria ao terminal Santo André. Após o afundamento, as linhas foram paralisadas.

De acordo com a Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santa André), uma vistoria está programada para acontecer nesta sexta-feira (15). A Defesa Civil e o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo) foram acionados, já que o Tamanduateí é um rio intermunicipal e, portanto, sua manutenção é de competência do Estado.

O trânsito está sendo desviado para a rotatória do Sesi, na região do viaduto Castelo Branco e da avenida Martins Fontes. Uma alternativa para o motorista que precisar ir para a região central será tomar o viaduto Adib Chammas a partir da avenida Itamaraty.

Alunos da UFABC são vítimas de assaltos

ufabc-assaltosAlunos pedem reforço da segurança nas imediações do campus de Santo André

O crescimento na incidência de assaltos nas ruas próximas ao campus de Santo André da UFABC (Universidade Federal do ABC), no Bairro Bangu, tem preocupado os estudantes da instituição. De acordo com relatos dos universitários, os crimes acontecem tanto nas ruas Abolição, Santa Adélia e Oratório, onde se localizam os portões da universidade, quanto na avenida dos Estados, que fica na parte de trás do campus e é utilizada por alunos que precisam ir até a estação de ônibus e trens no Centro da cidade.

A preocupação motivou os universitários a criarem uma petição online solicitando à Secretaria estadual de Segurança Pública a instalação de base de segurança na avenida. Até o fechamento desta edição, o movimento já tinha angariado 2,1 mil assinaturas.

De acordo com o diretor de Ciência e Tecnologia da UNE (União Nacional dos Estudantes) e coordenador do Movimento Construção Coletiva, Ricardo Senese, 24 anos, o problema não é recente e são constantes os relatos de roubo de celulares e bolsas.

O estudante de Ciência e Tecnologia afirma que a presença da polícia nas imediações é praticamente inexistente e ressalta que, além da base comunitária, é preciso reforço na ação policial ostensiva, com rondas no local. “Temos muito medo de que aconteça alguma coisa mais grave, estamos nesse receio. Porque quando começa uma onda de assaltos, a chance de ter algo mais grave é muito grande”, argumentou Senese.

Susto – Os estudantes do curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia Daniel Ribas Cardoso, 19, e Adamarys Regina Freire, 20, foram vítimas dos criminosos em novembro do ano passado. Os universitários e outros dois amigos seguiam pela avenida dos Estados por volta das 18h30 quando foram abordados por cinco garotos.

“A avenida estava em obras e quando passamos por um trator visualizamos um rapaz. De repente saíram outros quatro sujeitos e abordaram a gente, bem rápido, derrubaram um amigo nosso no chão e pediram celulares e dinheiro. Dos cinco, quatro estavam fazendo a ação e o outro estava vigiando. Depois saíram correndo e nós voltamos para a universidade”, relatou Daniel, que sofreu outra tentativa de assalto em fevereiro deste ano.

Para Adamarys, os garotos envolvidos no assalto aparentavam ser menores. Ela acredita que existam outros grupos agindo na região. “Já teve relato de gente que reagiu e depois viu que o cara que estava na frente vigiando estava armado. É muito comum assalto naquela região”, afirmou.

Para a universitária, o fato de a avenida estar sempre em obras piora o quadro. “Aparecem biombos, tratores, que dificultam ainda mais”, ressaltou Adamarys, que desde a ocorrência optou por não passar a pé pela avenida dos Estados. “Não tem a menor condição, aquela região é muito perigosa.”

O assunto foi discutido em reunião do Conseg (Conselho de Segurança) da região na noite de quarta-feira (29/02). Foram encaminhados ofícios para a Prefeitura de Santo André e para a PM com a reivindicação.
Ofício da direção pede base comunitária

A UFABC (Universidade Federal do ABC) protocolou em outubro do ano passado ofício junto à Polícia Militar solicitando a instalação de base comunitária nas proximidades do campus. No documento, a instituição argumenta a necessidade de reforço policial por conta do aumento das ocorrências noticiadas por estudantes e servidores nos arredores da universidade.

No ofício, o prefeito universitário da UFABC, Júlio Facó, classificou a questão de segurança como “central para a manutenção das atividades da universidade, para que seus frequentadores possam ter mais tranquilidade ao entrar e sair do campus, que possui aulas nos períodos matutino, vespertino e noturno”.

O prefeito universitário ressaltou que a segurança interna das cinco unidades da UFABC na Região (campus sede de Santo André, campus São Bernardo. Unidade Catequese, Unidade Atlântica e Unidade Sigma) é feita por empresa terceirizada. No total, são mais de 50 postos de segurança com mais de 100 homens, mais de 130 câmeras de monitoramento em circuito fechado, além de mais de 30 controladores de acesso (catracas eletrônicas) dentro das unidades da UFABC.

Procurada para comentar o assunto, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que em janeiro deste ano “houve sensível diminuição dos crimes na área” e que, em virtude disto, “houve priorização do patrulhamento na rua Oratório”. Além disso, a PM solicitou intensificação do policiamento nas adjacências da UFABC.

A nota da assessoria de imprensa nega ainda que a polícia da região tenha sido informada anteriormente sobre a necessidade de reforço na área. “Cabe salientar que o 10º BPM/M jamais foi contatado ou procurado por discentes da UFABC no sentido de solicitar aumento do policiamento ou de receber informações a respeito de aumento da criminalidade no local, portanto solicitamos que a população registre o Boletim de Ocorrência seja qual for a natureza do crime para que possamos identificar os locais que necessitam de ações mais enérgicas por parte da Polícia Militar.”.

Fonte: ABCD Maior

Bairro Bangu

Bixos e bixetes da UFABC, sem aulas até julho

Com a matrícula feita, calouros da UFABC terão de esperar até 29 de julho para o início das aulas

Com a matrícula feita, calouros da UFABC terão de esperar até 29 de julho para o início das aulas

Convocados no primeiro processo seletivo de 2013 do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), os 1.960 ingressantes da UFABC (Universidade Federal do ABC) só começarão as aulas da graduação no dia 29 de julho. Tudo por conta da greve de professores deflagrada no ano passado, quando os alunos ficaram sem aulas de junho a setembro.

Com a vaga na universidade garantida e seis meses pela frente, os estudantes fazem planos para investir seu tempo. As opções vão de fazer um curso de língua estrangeira, viajar em intercâmbio a procurar um emprego até que o ano letivo comece.

Mesmo com os empecilhos ocasionados pela greve, a caloura Júlia Paiva, que vai fazer bacharelado em ciência e tecnologia, está ansiosa para estudar na UFABC. “Eu acho greve sempre um pouco preocupante. Mas sempre é bom estudar em uma federal”, comenta. “Apesar das greves, estou animada.”

A estudante, que tem 18 anos, ainda espera o resultado da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “Se eu passar só na UFABC, vou cuidar um pouco de mim. Passei o ano enlouquecida, prestando todos os vestibulares”, desabafa. “Pretendo começar a trabalhar também”.

Investir em uma língua estrangeira está entre as principais perspectivas dos calouros até julho. É o caso de Thais Padovani, 17. “Queria fazer alemão, e ler todos os livros que não consegui ler na época do vestibular”, conta a novata.

O calouro Renan Degaspari, 17, que fará bacharelado em ciência e tecnologia, segue a mesma linha. “Estava planejando fazer um intercâmbio para o Canadá nesse meio tempo”.

Alessandra Reis, 17, pretende ir para seu terceiro idioma estrangeiro. “Eu já falo inglês e alemão, então pretendo estudar francês”, comenta a estudante do bacharelado em ciência e tecnologia. “Vou trabalhar e frequentar o curso que a universidade vai dar”, planeja.

Curso de inserção universitária

Os ingressantes da UFABC já costumam começar as aulas mais tarde, geralmente no mês de maio, por conta do calendário da instituição, dividido em quadrimestres. Como dessa vez as aulas se iniciam ainda mais tarde, a universidade pretende organizar um curso de inserção universitária para que os estudantes não fiquem parados por seis meses.

O curso deve explicar o projeto pedagógico da universidade e ainda ter revisão de conteúdos do ensino médio. No entanto, ainda não há data para seu início. As inscrições para o curso de inserção universitária, de acordo com a UFABC, poderão ser realizadas em breve por meio de formulários eletrônicos que estarão disponíveis no site da instituição.

O DCE (Diretório Central dos Estudantes) deve também ter um calendário de atividades para inserção dos calouros. “A entidade irá organizar uma série de atividades culturais e de formação que valerão também como horas complementares. Iniciamos também uma mostra de cinema e já na próxima semana teremos uma jornada cultural, com música, circo, dança e teatro”, explica Gabriel Camargo, presidente do DCE.

Fonte: UOL

Reitoria da UFABC omite informações, confunde e manipula a opinião pública?

Olá pessoal, como todo bom jornalismo, creio que a nossa obrigação é ao menos tentar mostrar todos os lados e opiniões… deixo a conclusão para o leitor. O texto  abaixo retirei do site CGDUFABC:

Olá,

Venho apresentar à comunidade acadêmica da UFABC o dossiê Castelo de Areia, no qual é expressa a atuação da reitoria durante o processo da greve 2012. Link da pasta no google docs com os 13 documentos. Sugiro a leitura na ordem cronológica, do 1º ao 13º documento, para uma melhor compreensão dos acontecimentos. Todos os documentos estão acessíveis diretamente na fonte difusora na data desta postagem.

Análise dos documentos e observações pessoais

Segue breve análise embasada nos documentos expostos.

– Durante o processo da primeira greve unificada (docente, discente e de TA’s) é possível observar sutis alterações no comportamento da reitoria perante as três categorias citadas.

1 – Como levar o povo ao erro

1.1 – 1ª derrota da greve –  18 06 2012: fazendo uso da complexa e sofisticada linguagem burocrática e de terrorismo contra membr@s do ConsUNI-ConsEPE, a reitoria, assessorada pelo Excelentíssimo Procurador  Reginaldo Fracasso, aprovou uma resolução simbólica (nº89) que “autoriza a interrupção de algumas atividades de graduação no segundo quadrimestre de 2012″. Tal resolução, diferente do que compreendemos inicialmente e do que foi difundido, não suspendeu o calendário acadêmico, que seguiu normalmente. Foi o primeiro ato sutil de confundir a população local da UFABC, acalmando os ânimos e dando a impressão de que @s alun@s não seriam prejudicadas com a greve. O comunicado da PROGRAD que se baseia na resolução 89, informa que os prazos estipulados para algumas atividades (cancelamento de disciplinas e outras) seriam redefinidos a partir da retomada das atividades. Como tal comunicado não tem “força” de resolução, só nos resta aguardar os encaminhamentos da PROGRAD, se irão cumprir com o prometido em  tal comunicado ou não.

2 – Confundir para desinformar:

2.1 – Paralisação x Greve: usando novamente estratégias de linguagem e de comunicação, a UFABC colocou em seu site um item denominado “Paralisação“, no qual se encontram comunicados da reitoria denominados como “nota” e “novos esclarecimentos” e um link denominado “Informações dos Comandos de Greve“. Ao invés de GREVE, o site da UFABC informa sobre uma “paralisação”, como se todas as atividades grevistas (atos de rua, panfletagem, aulas-públicas, reuniões, assembleias, negociações, atividades de lazer agregadoras da comunidade acadêmica, difusão de informações das greves, esclarecimentos contínuos, debates via facebook e assembleias, sentre outras) que demandaram tempo e esforço por parte d@s envolvid@s, não existissem, havendo a penas o cruzamento de braços e o abandono das atividades acadêmicas. É digno de nota, que efetivamente, não existe greve docente em universidade pública. Compromissad@s com atividades de ensino, pesquisa e extensão, docentes grevistas deixam de ministrar aulas, mas continuam trabalhando nos outros dois pilares da universidade pública brasileira: pesquisa e extensão. Na UFABC, tivemos um caso curioso, professor@s ministraram durante o período da greve, aulas públicas sobre assuntos diversos, algumas para dar continuidade aos projetos de extensão que executavam e outras pelo desejo de não esvaziar a universidade. Logo, não cabe dar o nome à este processo grevista de “paralisação” e o uso de tal termo só pode servir ao interesse de desqualificar tod@s as atividades desenvolvidas durante a greve.

2.2 – Informações sobre a  Greve: agindo de forma desonesta, a UFABC coloca um link que supostamente dirige @ leitor@ às informações dos comandos de greve. Qual é a surpresa ao se clicar no link? Numa nova página com o título: “Representantes dos docentes, técnicos administrativos e alunos” são expostos 3 links: ADUFABC – Associação de Docentes da UFABC, SinSIFES-ABC – Sindicato dos Servidores das Instituições Federais de Ensino Superior do ABC e DCE – Diretório Central dos Estudantes. Como um link que propaga nos direcionar aos informes dos comandos de greve, acaba por nos levar às páginas das entidades locais? Mas a confusão não acaba aí, ao se clicar nos links das entidades, @ leitor@ é direcionad@ aos blogs dos comandos de greve (docente e de TA’s) e não às páginas das entidades como citado. Mas há uma exceção, o link do DCE é colocado no lugar onde deveria estar o link do CGDUFABC – Comando de Greve Discente da UFABC. Qual a razão disso? Desinformação por parte da reitoria? Estratégia de invisibilização do CGDUFABC? Não reconhecimento do CGDUFABC? Uma política de informação seletiva e bem articulada para promover a difusão do que interessa e censurar o que é desagradável? Só sei que nada sei, espero que @ leitor@ faça seu juízo sobre o fato.

2.3 – 1ª publicação feita a pedido do MEC:Com a nova carreira, novos institutos federais e uma nova universidade – Governo concede reajuste a todos os professores do ensino superior da rede federal“. Essa mensagem propagandística, com a repetição exagerada do termo “novo”, foi a primeira investida do MEC em prol da destruição da greve. Sapiente e articulado, operado pela burocracia sindical que fundou e dirigiu os grandes sindicatos nas décadas passadas, o MEC resolveu usar algumas estratégias para destruir a maior greve das federais dos últimos tempos:

– veicular informações por meio dos sites das universidades que buscassem demonstrar que a greve chega ao fim e que as propostas governamentais são boas;

– fazer uso das reitorias para pressionar localmente os movimentos grevistas, inclusive com ameaça de corte de ponto;

– desinformar a população por meio da difusão midiática de notícias dúbias e “análises bastante questionáveis” (professor@s são elite do funcionalismo, greve remunerada é uma vergonha, categorias são precipitadas, em tempo de crise não há condições para aumento entre outras);

– gerar a impressão de que a greve acabou e que o que se deve fazer agora é reunir conselhos, refazer o calendário e retomar as atividades;

– negociar com docentes e TA’s de forma separada para desmanchar a “união” das categorias;

– usar um sindicato com baixa representação d@s docentes (PROIFES), que possui apenas 8 associações docentes e é alinhado ao governo federal, para dar a impressão de que as negociações foram encerradas e que a carreira docente seria implementada.

2.4 – Assinado acordo entre PROIFES e Governo (site do PROIFES):  Em 03 de agosto de 2012, o PROIFES veicula em seu site a assinatura de termo de acordo com o governo. Tal ação deu base para o governo divulgar o fim das negociações com a representações docente. Deixando de lado o ANDES-SN, o sindicato nacional com maior representação e combativo ao governo federal, o governo passa a atuar de forma incisiva nas reitorias, por meio de ofícios circulares.

2.5 – Três ofícios, diversos pedidos, como acabar com uma greve por meios burocráticos: 

São apresentados os três ofícios, que podem ser lidos no dossiê:

ofício 08/2012 GAB/SESU/MEC, 03 08 2012: Conclusão das negociações com a representação sindical dos docentes

ofício 03/2012 SESU/SETEC/MEC 07 08 2012: Retomada das atividades das IFES

ofício 09/2012 GAB/SESU/MEC 09 08 2012: Negociação concluída com docentes e iniciada com os servidores técnico-administrativos

Objetivamente nos três ofícios são feitos os seguintes pedidos e avisos aos magníficos(as) reitores(as): 

– Retomem as atividades e reponham as aulas suspensas por conta da “paralisação” (lembram-se desta palavrinha mágica?) 

– Ampla difusão das informações em sua comunidade

– Retomem junto aos seus conselhos superiores a discussão sobre a reposição das aulas e demais atividades acadêmicas

– Mec supervisionará DIRETAMENTE a aplicação do calendário de atividades pós-paralisação (de novo a palavra mágica, não há greve, há paralisação!)

– Retorno às atividades normais nas universidades com a reposição das aulas e retomada do calendário acadêmico de 2012

2.6 – A imprensa passa o recado do governo: Estadão, 07 08 2012, “MEC cobra calendário de reposição e já prevê aulas até fevereiro” (ver reportagem no dossiê).

3 – O rei está nu, a reitoria coloca as manguinhas de fora, mas nem tanto – Como agradar a gregos e troianos:

Numa postura covarde, a reitoria passou toda a greve apresentando um discurso dúbio no qual nem apoiava a greve, nem desobedecia as ordens governamentais. Ciente de que serve à dois senhores, o governo federal e a comunidade local, buscou sutilmente não desagradar nenhum ou desagradar de forma mínima um ou outro agente específico, sem causar danos à sua “límpida” imagem. Porém, a partir da análise documental, qualquer leig@ pode averiguar os ofícios do governo e as notas da reitoria e a partir disso, verificar qual o grau de alinhamento da reitoria da UFABC ao pedidos governamentais.

3.1 – Posicionamento da reitoria 10 08 2012

Gostaria de destacar três pontos do posicionamento servil da reitoria:

– resposta à radicalização dos TA’s;

– o uso das procuradorias locais das universidades oara deliberar sobre desconto dos dias “parados” (FRACASSO?);

– execução dos pedidos do MEC para a reunião de conselhos e discussão sobre a reposição.

3.2 – Carta com análise de Yossi Zana (o rebelde sem causa?): 

O senhor Yossi Zana analisa a interferência do MEC nas federais, em especial na UFABC e  faz um ataque ao vice-reitor e pró-reitores que segundo ZANA (2012), atuariam como “ferramentas a disposição da política governista do atual reitor”. Ressalvadas as picuinhas e tentativas de conseguir ganhos políticos locais por parte dos grupos que disputam a reitoria (bem conhecidos pel@s alun@s antig@s), entendo que a carta faz uma análise sóbria e sincera de como tem sido a atuação de nossa reitoria neste processo de greve. Os documentos expostos no dossiê Castelo de Areia, apenas comprovam muitas das afirmações de Zana. Logo, recomendo que TOD@S @s membr@s da comunidade acadêmica da UFABC leiam e estudem a carta-análise.

3.3 – Nota da reitoria 20 08 2012 (os cães ferozes dão o recado): 

Aqui a baixaria toma seu lugar. A reitoria MENTE, ENGANA, DESQUALIFICA e CONFUNDE a opinião pública local:

– MENTE ao dizer que “nossas comunicações com o MEC são esporádicas como sempre foram”;

– ENGANA ao citar que “circulam informações segundo as quais o MEC teria uma linha direta conosco para monitorar a greve. É mentira …”. Oficialmente o MEC não tem uma linha direta, tem uma rede de articulação burocrática por meio de reitorias e pró-reitorias para monitorar e destruir as greve, não por meios políticos diretos, mas pela via burocrática. E como toda burocracia tem epistemologia, ética e política, creio que não preciso lembrar que o “técnico” está à serviço do político. Não poderia deixar de citar um fato curioso e escandaloso que ocorreu no início da greve. Durante uma longa reunião que buscava suspender o calendário acadêmico, ocorreu uma ligação telefônica, após essa ligação, os rumos da reunião mudaram. Como não estive presente, seria leviano afirmar a total veracidade disso, mas há testemunhas oculares no CGDUFABC que podem ou não (se tiverem coragem) explicar detalhadamente o que ocorreu. Tratando tal fato como mera hipótese e analisando-o em conjunto com os documentos e notas da reitoria, temo que a interferência política na UFABC é altíssima e a investigação sobre ela pode ser extremamente perigosa para quem ousar fazê-lo. Há quem diga, que até ameaça de processo judicial sofreram por falarem mais do que deviam. Creio que não devemos ter medo da justiça, que devemos respeitar as leis e punir @s agentes públic@s que colocam as instituições públicas à serviço de interesses partidários, quando não as colocam à serviço dos próprios interesses. Ameaças não devem nos fazer tremer, devem nos fortalecer e nos fazer seguir adiante, lutando contra tudo e todos que querem destruir nossa sacra instituição e seu projeto pedagógico;

– DESQUALIFICA e MENTE sobre a greve docente, discente e de TA’s ao dizer que “ao desmobilizar sete mil alunos, mantendo-os em casa sem propósito“. Primeiro: a UFABC não desmobilizou @s alun@s, segundo, houve o contrário, pela primeira vez na história da universidade onde o Lula é recebido com tapete vermelho, houve uma mobilização das três categorias e a discussão por vários dias sobre os nossos problemas e o que fazer para resolver eles. Lembrando a resolução 89, a própria reitoria se viu obrigada a reconhecer o movimento grevista local, e de repente, ela descobre que “está falhando em sua missão educativa”? assim, do nada? Antes, ao referendar a resolução e se omitir, não se posicionando claramente, ela não “estava falhando em sua missão educativa”? É muita cara de pau da reitoria da UFABC. Nos trata como criaturas acéfalas e demonstra o quão desonesta e manipuladora tem sido. Para a tristeza e decepção de muitas pessoas que amam esta universidade e que acreditam que ela poderia ser um espaço privilegiado para a transformação do sistema educacional superior brasileiro. Sim, a UFABC é inovadora, em 27 anos de idade, eu nunca vivenciei um processo tão bem articulado de enganação e manipulação como o que a reitoria da UFABC-GOVERNO  operou. Parabéns, vocês são profissionais.

– CONFUNDE @ leitor@ quando diz: “ainda que respeitando os movimentos grevistas e acatando a decisão do Conselho Universitário que paralisou a graduação, a Reitoria almeja a normalização das atividades da Universidade”. Que jogo de palavras infernal. Alguém me explica como se respeita os movimentos grevistas, se acata a decisão de um conselho universitário e se normaliza as atividades da universidade? Por favor reitoria, assuma de que lado você está! Não dá para ficar brincando com a nossa cara. Chega de enrolação, seja franca, transparente, clara, honesta. Seja digna do título de “magnífica”. Respeitem 7000 alun@s que tiveram suas vidas transtornadas por causa de uma greve e que não aguentam mais os jogos de poder internos falarem mais alto do que o sofrimento estudantil. E lembre-se, o trono não é eterno, muit@s reis e rainhas foram decaptad@s e governantes depost@s. Se excitarem a ira da plebe rude estudantil, terão uma resposta nada agradável. Em 2013, as urnas serão nossas armas e o trono pode trocar de majestade. Se querem preservar o micropoder que possuem, deixem pelo menos cair no chão as migalhas dos pães que lhes alimentam, para saciar a fome de um povo que tem sede de saber, de conhecimento e de desenvolvimento intelectual de excelência e alto nível.

Considerações Finais

Peço desculpas por me alongar mais do que o desejável e por eventais erros de escrita que possam haver neste texto. Eu, Tatyane Estrela, membra do CGDUFABC – Comando de Greve Discente da UFABC desde a sua composição até a presente data, assumo total responsabilidade pelas informações veiculadas e me disponho para esclarecer qualquer ponto citado neste texto. As observações e críticas aqui colocadas NÃO REPRESENTAM o pensamento de tod@s @s membr@s do CGDUFABC, mas tão e somente minha leitura das ações da reitoria durante este processo de greve. Gostaria de poder falar sobre mais detalhes dos bastidores da greve e aguardo ansiosamente o momento em que ela se encerre e possamos fazer uma profunda reflexão sobre como atuaram @s diversas agentes envolvid@s e quais os interesses que se firmaram neste processo político. Havendo algum incidente que afete minha integridade física, mental e/ou social e que me impeça de dar prosseguimento aos debates e participar das atividades políticas e acadêmicas da UFABC, peço que a comunidade acadêmica da UFABC dê prosseguimento às investigações sobre o atual processo de greve.

Atenciosamente

Tatyane Estrela